Métricas de Varejo

Varejo físico: dados mostram se o conceito de PDV vai morrer

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Muitos têm colocado o varejo físico em cheque, principalmente por conta do crescimento do varejo digital. Porém, será mesmo que ele realmente vai chegar ao fim?

Uma resposta bem simples e direta é o melhor caminho para essa pergunta. Dificilmente a loja física vai acabar, mas ela vai precisar se adaptar ao novo mercado.

As tecnologias já invadiram as lojas físicas e os consumidores também mudaram o seu comportamento. Mas, isso pode ser superado para manter o varejo físico com ótimos resultados.

No post de hoje entenda por qual razão o varejo físico ainda se mantém firme e comece a preparar sua loja!

Dados sobre o varejo físico: nível de engajamento do consumidor

A melhor forma de mostrar como o varejo físico ainda resiste, mesmo com todos os avanços tecnológicos, é utilizar dados. Principalmente porque eles mostram a força do varejo na relação com os clientes e na experiência de compra.

Um estudo feito pela Mercafácil mostra que as lojas físicas ainda fazem parte da rotina de muitos clientes. No ano de 2018, a média por consumidor foi de 4,3 compras por mês, ou seja, uma compra por semana pelo menos.

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A frequência de compra é um indicador muito importante, pois quanto maior ela for, mais relevante a loja será na vida do cliente. O que é uma importante informação nessa competição com o varejo on-line.

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Planejar ações de gestão de clientes para aumentar a frequência de compra é uma ótima opção para gerar engajamento e fidelizar clientes. Esse tipo de ação é muito mais fácil para as lojas que já têm uma boa frequência dos clientes, como é o caso de 24% das lojas que conseguem atrair os clientes de 2 a 5 dias.

Uma importante vantagem para o varejo físico alimentar é a escolha dos produtos. Principalmente alimentos frescos que demandam maior cuidado na hora da escolha. Esse é um dos pontos que podem ser explorados por essas lojas.

A loja física vai acabar?

Dificilmente as lojas físicas deixarão de existir, mas não é por isso que elas não devem mudar (se atualizar). Ou mesmo deixar de dar atenção para o varejo alimentar on-line.

Mesmo com um certo tempo de existência, as lojas on-line ainda representam uma pequena parcela de mercado. Certamente esse pequeno crescimento se deve à complexidade de gerir uma loja desse tipo. Especialmente na questão logística, que ainda é a maior dificuldade para muitos empreendedores.

Além disso, existe a forte concorrência com as lojas físicas, que como já foi comentado ainda faz parte da rotina de muitos clientes.

Mesmo com desafios, o surgimento de novas tecnologias e estratégias vai possibilitar o crescimento das lojas on-line.

Tendência aponta crescimento das lojas virtuais

As lojas virtuais de varejo alimentar tendem a crescer nos próximos anos. Principalmente por conta de novos públicos que passarão a fazer parte do mercado – a chamada geração Y está crescendo!

Além disso, a rotina agitada e o desejo por uma boa experiência de compra podem ser fatores importantes para o seu desenvolvimento.

A receita a ser seguida é a mesma de outros segmento de varejo on-line: compras rápidas, fáceis e práticas.

Uma opção que já começa a ser seguida por algumas lojas virtuais são as vendas multicanais. Essa ideia é importante para aumentar a escala das lojas e até mesmo para inseri-las na vida dos clientes. Os principais serviços seriam de compra on-line e retirada na loja ou compra totalmente on-line e receber os produtos em casa.

O crescimento das lojas virtuais tende a ser um pouco lento, mas pouco a pouco vai conquistar seu espaço no mercado.

Delivery agrega à experiência do consumidor

Uma das principais e mais importantes mudanças no varejo será a busca pela entrega de uma melhor experiência de compra para os clientes. Para isso, será preciso encontrar formas adequadas de acordo com o novo comportamento do consumidor.

A praticidade é um ótimo caminho a ser seguido, já que os clientes costumam ter a vida cada vez mais agitada. Neste cenário, as vendas multicanais podem ser uma boa opção para o varejo.

O que pode ser mais prático do que comprar on-line e receber as compras em casa? Esse é um caminho interessante que as lojas digitais podem seguir. Funciona exatamente como um delivery e o cliente pode usar sempre que quiser.

Outra aposta é o delivery para queles clientes sem meio de transporte para grandes compras. Deixar o carro de lado também se tornado uma tendência e seu supermercado precisa estar preparado para os consumidores que vão até a loja escolher os produtos e querem receber as compras em casa.

Essas são apenas duas das soluções para que o consumidor tenha cada vez mais uma melhor experiência de compra.

O que esperar do futuro do varejo físico

Se existe uma certeza sobre o futuro do varejo físico é de que ele vai precisar passar por algumas mudanças. Quem resistir a isso certamente ficará para trás no mercado.

Nos próximos anos, novas gerações irão fazer parte do mercado e, principalmente aquelas que já nasceram na era digital, podem provocar mudanças significativas. Essas que podem gerar perda de clientes para os que não se adequarem.

Se tratando do varejo alimentar, que lida com baixas margens, pode ser uma perda com bastante impacto para a loja.

Por conta disso é importante estar atento às oportunidades e ao que pode ser feito para se atualizar. As vendas multicanal, por exemplo, podem ser uma saída para as lojas físicas. Outra saída é apostar na experiência do cliente, tanto dentro da loja como fora dela, com uma comunicação próxima e personalizada.

É importante salientar que o foco da sua estratégia precisa estar nos clientes. Com isso, fica claro que o seu trabalho será o de entregar a melhor experiência com as ferramentas disponíveis.

Como evitar o fim da loja física

Para que as lojas físicas se mantenham forte no mercado é preciso trabalhar estratégias como a gestão de clientes. Principalmente com campanhas de retenção e a fidelização de clientes, que são o caminho para o sucesso do varejo físico.

Uma das principais perdas para o varejo é a perda de clientes. De acordo com o mesmo estudo da Mercafácil, esse número chega em média a 30% de clientes perdidos por ano. Em lojas que não fazem uma boa gestão de clientes esse número chega a 60%.

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Esse número de clientes corresponde ao que a loja vai deixar de faturar anualmente. Além disso, vai precisar investir em atração de clientes, o que custa muito mais do que ações de retenção e fidelização.

Uma matéria publicada na SA Varejo cita que para isso não ocorrer é preciso investir em gestão de clientes. Lojas que já fazem a gestão dos seus clientes conseguiram reduzir a perda de clientes para menos de 20%.

Neste processo é preciso criar ações de retenção e fidelização dos clientes. É importante lembrar que essas ações vão além de ofertas. Trabalhar o relacionamento com os clientes também é fundamental e a loja precisa identificar as oportunidades para isso. Esse tipo de estratégia é que irá evitar o fim da loja física no varejo alimentar.

Quer ter números como esses e manter sua loja forte no mercado? Conheça a solução para gestão de clientes da Mercafácil!

Responsável pela produção de conteúdo na Mercafácil.

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